segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Carta a um amigo distante
Querido amigo,
Estive pensando cá com meus botões. Já reparaste que nosso laço não é tão comum quanto o normal? Pois bem, também já percebi. Às vezes acredito que temos um conexão que foge do senso-comum: é verdadeira, telepática.. Ou talvez seja delírio meu?
O que posso afirmar é que mais ninguém me transmite paz e tranquilidade apenas com o tilintar da voz, ou que me faz sentir bem ao te ver sorrir ou, ainda, que me faz querer sorrir sem interrupção apenas com tua presença. Sério, sua presença me faz bem. Talvez não acredite, mas é verdade.
Voltando à questão da ligação. Creio que, para muitos, você seja um mistério. Para muitos não, para a grande maioria. Sinto que te conheço há anos, embora tenhamos qualquer tipo de contato há poucos meses. E não se trata de uma mera identificação mútua, não. É algo ainda mais forte e que não sei definir. Quem não consegue te compreender poderia dizer que estou apaixonada por sentir necessidade de conversar contigo todo santo dia, mas não é o caso, embora nossa amizade não seja como as outras e creio que concorde comigo. Não sei nem dizer se daríamos certo como casal, se fosse o caso. Talvez daríamos certo, talvez não, ou talvez daríamos tão certo que não saberíamos nem como lidar com isso. Mas este assunto é para uma possível outra carta. E uma coisa é certa, ao menos do meu ponto de vista: há diversos tipos de amor, e o carinho que tenho por você vai além dos limites de amor fraternal. É, sim, um amor de amigo, mas que não é um simples amor fraternal. E quanto à questão dos outros compreenderem... Se nem nós mesmos conseguimos entender, por que esperar que os outros o farão? Apenas nós temos alguma possibilidade de compreensão.
Meu caro, gostaria de poder dizer tudo o que escrevi olhando em teus olhos. Infelizmente isso não será possível por enquanto, então deixo aqui minhas palavras.
Despeço-me aqui, deixando minha estima e meu carinho convertido em letras e palavras.
Com amor,
Sua amiga distante
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