As pessoas costumam dizer que "a fila anda". Não concordo com isso, nunca concordei. Não acho que as pessoas devam ser comparadas a balcões de lanchonete em que se deve pegar senha para ser atendido. Não. Tenho um coração, e nele cabe apenas uma pessoa de cada vez. Às vezes, pode até ter algumas feridas, que se fecham, mas deixam cicatrizes. Cicatrizes não são de todo ruins, pois mostram que temos algo a contar, uma história, boa ou ruim, mas sempre emocionante.
Outra coisa que não concordo, ao menos não totalmente: a gente só dá valor quando perde. Em certos casos, sim. Mas, às vezes, damos e recebemos tando valor que simplesmente não sabemos o que fazer com tanto valor e ele acaba escorrendo pelas laterais.
Todos devemos ter boa auto-estima e ser autossuficientes, mas isso não significa que devemos nos fechar e esquecer o resto do mundo. Quem me conhece bem sabe que não meço esforços para ajudar àqueles que amo e, principalmente, para vê-las felizes, mesmo que isso custe minha felicidade também. Talvez não deva ser assim, mas sou, fazer o que. Há coisas que, por mais que o tempo passe, não mudarei. Posso estar com 50 anos, mas sempre serei a sonhadora emotiva e chorona que sou. Dou mancadas, isso é fato, mas nunca por mal. Tenho ainda muito a amadurecer e a aprender, contudo posso assegurar que não me arrependo de nenhuma experiência, especialmente dos últimos 2 anos e meio.
Não quero soar como A depressiva e/ou coitadinha, apenas quis fazer um desabafo compartilhado acerca de um acontecimento que tem me feito sofrer. Enfim, nada apagará os erros do passado. Hora dos bordões: o que tiver que ser, será; o que é do homem o bicho não come.
De qualquer maneira, você deixou uma palavra de despedida, com a qual não concordei muito, mas deixo, aqui, a minha: obrigada.

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