segunda-feira, 7 de abril de 2008

Antes de tudo, vou colocar um link para um texto pra que vocês possam entender. Procurem pelo texto chamado "Gaetaninho".
http://www.biblio.com.br/conteudo/alcantaramachado/brasbexigabarrafunda.htm
Bem, outro dia na faculdade eu tive que fazer um exercício: recontar a história de Gaetaninho do jeito que quisesse. Espero que gostem =). Beijos


Dias de Cão

Eu era muito amigo de um garoto que atendia pelo nome de Gaetaninho. O moleque era esperto pra cachorro, já o vi dando vários “dribles” em sua mãe. Estava eu andando pela rua tentando conseguir alguns petiscos, mas todos me espantavam. Ouvi um barulho estranho, que não ouvia com frenqüência. Era um carro que estava vindo em minha direção. Corri pra calçada, pra perto de Gaetaninho. Em cima do carro estava um outro amigo, o Beppino, ao lado de uma grande caixa de madeira. Não entendi porque as pessoas ficaram tão admiradas e assustadas com tal caixa, então tentei perguntar a Gaetaninho. Lati. Lati novamente, mas o garoto se limitou apenas a acariciar suavemente minha cabeça, com um ar desapontado. Me senti confortável, mas ainda assim intrigado.
Amanhecia. Pulei na janela da casa de meu amigo e o vi deitado tranqüilamente em sua cama. De repente escutei alguém fazendo um barulho estridente e irritante. Era a tia de Gaetaninho, que cantava todas as manhãs. O garoto acordou, e novamente a expressão de desapontamento estava em seu rosto, mas dessa vez percebi um pouco de ódio. Continuei observando, na esperança de que o moleque viesse brincar comigo ou pelo menos me dar algum petisco, mas foi em vão. A tia do meu amigo estava brava, pois ele havia contado alguma coisa que não a agradou. Será que tinha haver com aquela enorme caixa de madeira?
Mais tarde vi Gaetaninho brincando com seus amigos. Adoravam jogar futebol. Já tentei jogar com os garotos várias e várias vezes, mas eles nunca me quiseram no time. Sempre me espantavam. Tentei novamente correr atrás daquela bolinha de meia macia mas me espantaram, como já era esperado. Fui andar pela vizinhança, lenta e calmamente. Olhei pra trás e vi meu amigo correndo para buscar a bola, que havia caído em um buraco que havia uma espécie de caminho que todos temiam. Corri pra ajudá-lo. Mas de repente ouvi um barulho, e se aproximava cada vez mais. Depois senti cheiro de ferro. Em seguida, de sangue. Segui meu faro e parou em Gaetaninho. Vi meu amigo deitado no chão, imóvel, sem expressão alguma. Nem de desapontamento.
No dia seguinte eu estava fazendo a minha rotineira caminhada pela vizinhança quando um carro quase me atropelou. Todas as pessoas estavam paradas, olhando para o veículo, sobretudo para a grande caixa de madeira coberta de flores. Dessa vez Gaetaninho não estava na rua, admirando o automóvel. Onde será que ele estava? Será que Beppino conseguiria me entender e me explicaria?

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